segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Filmes sobre corrida para assistir nas férias


Separamos os melhores filmes de corrida para deixar as suas férias ainda mais animadas - Foto: Shutterstock.
As férias já chegaram e você já está cansado de assistir aqueles mesmos filmes da sessão da tarde? Calma, nós vamos dar um jeito nisso!
O recesso foi feito para descansar. E nós temos a intenção de te influenciar a não deixar a corrida de lado e, ao mesmo tempo, fazer com que você descanse ao lado da família.Com isso separamos oito grandes filmes sobre corrida para você se divertir e motivar-se cada vez mais!
Prepare o seu controle remoto e dê o play na nossa lista.
Race
O filme, que ainda não estreou nas telonas, acompanha a história real de Jesse Owens, corredor americano que disputou os Jogos Olímpicos de 1936, na Alemanha, durante o regime nazista – e como sua vitória desmoralizou as teorias de superioridade racial de Adolf Hitler.
Invencível
O longa Invencível é a segunda produção dirigida pela atriz Angelina Jolie e retrata a vida real de Louis Zamperini – ex-atleta olímpico e prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. O filme conta a história real de Zamperini, que sofre um acidente de avião e cai em pleno mar. Ele luta durante 47 dias para reencontrar a terra firme – e, quando consegue, é capturado pelos japoneses em plena Guerra. Imperdível.
Carruagens de Fogo
Nesta produção, Eric Liddell e Harold Abrahams pretendem disputar as Olimpíadas de 1924, em Paris, mas estão seguindo caminhos totalmente diferentes. Liddell é um missionário escocês que corre em devoção a Deus e usa seu talento natural. Já Abrahams é filho de um judeu que enriqueceu recentemente, quer provar sua capacidade para a socidade de Cambrigde e contrata um treinador. Depois de muitos problemas, os dois vão integrar a equipe do Reino Unido para as Olimpíadas. Quem se dá bem? Só assistindo mesmo.
Prefontaine
Steve Prefontaine, que morreu em um acidente de carro aos 24 anos, em 1975, é um mito nos Estados Unidos. Uma das provas disso é que existem três filmes em sua homenagem. Neste, de 1997, Jared Leto interpreta “Pre”, recordista americano de sete categorias das corridas de pista, entre 2 mil e 10 mil metros. As outras películas em sua homenagem são: Fireonthetrack, de 1995, e Prova de fogo, de 1998.
Running brave
Filme baseado na história real de Billy Mills (Robby Benson), que conquistou a medalha de ouro nos 10 mil metros dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, a primeira dos Estados Unidos na prova. De origem nativa, Mills tem que lidar com o preconceito dos seus colegas de universidade. Sua vitória é considerada por muitos uma das maiores surpresas da história das Olimpíadas.
Runners high
Todo ano, um programa chamado StudentsRun Oakland, na Califórnia, seleciona cerca de 50 jovens do ginásio que se comprometem a treinar para a Maratona de Los Angeles. Conhecemos quatro deles neste documentário. Fred, Marvin, Abony e Alma têm quatro meses para se tornarem maratonistas. O filme mostra o impacto da corrida em suas vidas e a dificuldade para cumprir o programa de treinos.
The Athlete O documentário retrata a história real da vida de AbebeBikila, primeiro atleta negro da África a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos e ao vencer descalço a maratona, em Roma,no ano de 1960.
Marathon Boy
O documentário Marathon Boy, produzido pela HBO, conta a dura história de Budhia Singh, um pequeno menino hindu que aos seis anos ganhou destaque na mídia ao completar uma corrida de 65 km.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Plano de corridas: como você quer o seu 2016?

Vamos planejar 2016? Dicas para ter sucesso no seu novo plano de corridas. Foto: Shutterstock
Sempre, nesta época do ano, sentimos aquela necessidade de organizar nossa vida para o ano que vai começar. Talvez, de fazer um plano de corridas. Então, tenho uma proposta: que tal fazer algumas ações importantes para chegar mais perto de seus objetivos no ano novo?
Gostaria de informar que as dicas abaixo não são fruto de “achismos”, mas de pesquisas com vários administradores de sucesso e, também, temas de vários cursos de produtividade. Vamos nessa?
1) Aprenda com os erros de 2015
Todo ano, por pior que tenha sido, traz aprendizados. Várias pesquisas mostram que as pessoas não fazem uma análise do ano que acabou para poder corrigir as ações e evoluir. Agora, você tem esta oportunidade. Pare e observe os erros e acertos desse ano, para que os acertos façam de você uma pessoa cada vez melhor.
2) Metas para 2016
Pense nas suas metas de ano novo — objetivos específicos, mensuráveis, atingíveis, verdadeiramente importantes, planejáveis e com data específica para acontecer. Escreva e releia suas metas periodicamente, mantenha-se próximo do que quer e reserve algumas horas do seu dia realizando ações que dirijam você para seu objetivo.
3) Sua meta deve ser construída
Quer completar uma maratona em setembro? Então, você deve planejá-la desde fevereiro, evoluindo seu programa até chegar ao seu objetivo. Quer comprar um carro novo? Determine o mês e planeje guardar aos poucos o dinheiro de forma organizada.
4) Entre mais leve no ano novo
Elimine tudo que estiver segurando o seu crescimento. Pense em tudo: roupas, relacionamentos, forma de se alimentar e de agir. Já pensou naquela roupa que você ganhou e nunca usou porque acha meio estranha? Doe. Aquela amizade ou relacionamento que insiste em machucar? Esqueça. Fique aberto às mudanças e novas atitudes. Esta é a porta que se abre para o sucesso do novo ano.
Mas lembre-se de outra coisa: não será esse texto que fará você mudar e ser uma pessoa melhor em 2016. Será a sua paixão pelo que faz, a sua vontade real de ser diferente e melhor, será o “tesão” de ver sua vida fluir de forma agradável e contundente.
No esporte de alto rendimento, quando temos dois atletas de mesmo nível técnico e físico o que vence é aquele que realmente quer vencer.
Bons treinos e um ótimo 2016!
Fonte: http://o2porminuto.ativo.com/corrida-de-rua/blogs/plano-de-corridas-como-voce-quer-o-seu-2016/

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Performance: quanto você correu em 2015?


Essa e outras perguntas têm respostas úteis, que ajudam a definir objetivos, melhorar a performance e evitar lesões. Foto: Shutterstock
Você tem ideia da distância total que percorreu neste ano? E o tanto que seu tênis percorreu? Foi na esteira ou na rua? Quanto tempo levou para fazer tudo isso? Essas e outras perguntas nos dariam respostas úteis, que ajudariam muito a definirmos objetivos, melhorar rendimentos e até a prevenir lesões no próximo ano. Entenda como, nos próximos parágrafos.
Experimente começar o ano criando uma planilha simples, dessas que se cria em arquivos online (por exemplo, no Google Drive). Separe em colunas e linhas, tudo o que você quiser detalhar. Por exemplo, os modelos de tênis que vai usar, tipos de terreno onde vai correr (asfalto, esteira, grama, cimento, terra, trilha, subida ou descida), tipos de treino (longo, tiro, intervalado, etc.) e espaços para ir acrescentando os valores das distâncias e tempos percorridos, podendo até separá-los em dois tipos: treinos e provas. E, com um pouco mais de esforço, estruture a planilha de forma que toda vez que acrescentar os novos dados, as somas e médias são automaticamente atualizadas. Se não souber, é só pedir para alguém que tenha uma pequena base.
Com esses dados anotados no ano todo (atualizando sempre ao final de cada treino ou prova), você terá uma visão bem fiel do seu rendimento. Assim, será possível ver vários parâmetros sobre como você se comporta, além de se beneficiar com alguns pontos, como os que seguem abaixo:
- Quilometragem e tempo total: você saberá seu pace médio do ano;
- Com a quilometragem e tempo por calçado, saberá se está na hora de trocar seu tênis ou não (possibilitando a prevenção de lesões), assim como saber com qual deles você corre melhor;
- Também saberá em quais tipos de terreno você possui maiores e menores rendimentos, te indicando onde você deve focar seus treinos e em quais tipos de provas você se daria melhor;
- Você pode estabelecer metas mais ousadas para o ano. Por exemplo, pode decidir que quer correr ao todo 1.200 km em 2016, ao invés dos 1.000km que correu em 2015, ou baixar seu pace de 5min/km para 4,6min/km;
- Se separar os resultados pelos meses do ano, visualizará possíveis mudanças de intensidade de treinos e provas, podendo identificar as influências de fatores climáticos no seu desempenho (por exemplo, saber que você corre melhor no verão e pior no inverno), te ajudando a escolher a melhor época para estrear em uma corrida mais desafiadora, como uma primeira maratona.
- Pode existir um componente motivador ao preencher as planilhas: ter vontade de colocar números maiores (principalmente distâncias) ou várias vezes (mais treinos), para ver os dígitos totais crescerem mais rápido; ou lutar para reduzir o pace; ou evitar abandonos de treinos por preguiça. Afinal, pode ser incômodo ficar muito tempo sem preencher a planilha (como uma pendência na cabeça).
Enfim, o objetivo de tudo isso não é, necessariamente, te fazer treinar mais, mas sim te fazer se conhecer melhor, saber como o seu corpo se comporta, quanto ele foi capaz de fazer no passado, melhorar no presente e talvez alcançar metas maiores no futuro. Por isso, aproveite que o ano está acabando e deixe tudo pronto para começar 2016 organizado.
Feliz Natal, feliz ano novo, boas festas e, acima de tudo, boas anotações!
Fonte: http://o2porminuto.ativo.com/corrida-de-rua/blogs/performance-quanto-voce-correu-em-2015/

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Está correndo certo? Confira hábitos comuns que aumentam risco de lesões

euatleta coluna raquel castanharo lesões (Foto: Getty Images)
Eu acredito que sofrer uma lesão e ter que ficar um tempo parado é a última coisa que umcorredor deseja. Porém, muitas vezes quem corre toma atitudes que aumentam muito os riscos de uma lesão, sem saber ao certo o quanto aquilo é perigoso. Falarei aqui de algumas dessas situações, para que você possa evitá-las e assim não colocar suas corridas em riscos: 
Não descansar após uma prova: o dia seguinte a uma prova de corrida deve ser de descanso. Quanto maior a quilometragem da prova, maior deve ser o período de descanso. Após umamaratona, por exemplo, o recomendável é voltar aos treinos leves após, pelo menos, sete dias de descanso. E ao ritmo de treino normal apenas após duas semanas. Para provas mais curtas, como 5km e 10 km, reserve o dia seguinte para descansar de verdade, sem trote leve ou treinos de força
Participar de provas todo final de semana: por mais que você esteja habituado a correr a distância da prova, o dia da competição gera mais desgaste no corpo, pois você provavelmente vai querer fazer o seu melhor tempo. Provas todo final de semana, além de colocá-lo em uma situação de maior risco, atrapalham a rotina de treinamentos. Se você tem como objetivo uma corrida específica e mais importante, o excesso de participação em corridas secundárias vai prejudicar seu objetivo principal. 
 - Correr além do que está na planilha de treinamento: uma planilha elaborada por um bom treinador de corrida já tem o volume de corrida ideal da semana. Correr nos dias em que deveria ser de descanso provavelmente fará com que você ultrapasse os limites do corpo e acabe sofrendo uma lesão. 
Aumentos bruscos: aumentar a sua quilometragem ou velocidade de corrida de forma brusca o coloca em maior risco. Por exemplo, se você está habituado a 10km, correr 21km de uma hora para outra, sem um período de preparação adequado ou gradativo, pode resultar em uma lesão. 
Evitar esses erros e cuidar da biomecânica da corrida é um bom caminho contra lesões. 
Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2015/12/esta-correndo-certo-confira-habitos-comuns-que-aumentam-risco-de-lesoes.html

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Estamos morrendo sentados: passar o dia nessa posição é o mal do século

EuAtleta Morrendo Sentados Carrossel (Foto: Eu Atleta)"A Caixa de Pandora foi aberta: ficar sentado durante
muito tempo, falta de exercício e condicionamento 
físico estão entre os piores males que afetam a 
humanidade", Claude Bouchard
- Vários palestrantes se levantavam e permaneciam em pé por alguns minutos, mesmo durante as apresentações. Na plateia também, alguns se levantavam e depois voltavam a sentar – contou.   
Longe de tédio ou falta de interesse, o comportamento passou a fazer sentido depois que a cientista brasileira assistiu à apresentação doDr. Claude Bouchard. Maior referência mundial em genética do esporte, obesidade e doenças cardiovasculares, o canadense deixou tudo mais claro.  

- A tampa da Caixa de Pandora foi aberta: ficar sentado durante muito tempo, falta de exercício e condicionamento físico estão entre os piores males que afetam a humanidade – disse, se referindo ao jarro que, na mitologia grega, guardaria todo o mal.   
Ele falou sobre recentes estudos que sugerem que ficar em pé, ao invés de sentado, pode resultar em mudanças rápidas e positivas nos marcadores de saúde. No final, encontrou uma associação entre o tempo gasto sentado e o aumento do risco de mortalidade.   
EuAtleta Sentados Arte2 ficar sentado (Foto: Eu Atleta)
A pesquisa do Dr. Claude Bouchard resume vários estudos com resultados semelhantes já publicados por pesquisadores do mundo inteiro.Buckley et al comparou o impacto de passar uma tarde sentado com o trabalho de pé em um grupo de 10 adultos. Os que ficaram em pé gastaram 174 kcal por hora a mais que os que ficaram sentados e também apresentaram uma resposta glicêmica pós-prandial 43% menor.   
- Uma pessoa de 70 kg sentada vai gastar cerca de 73 Kcal por hora, portanto, trabalhando em pé, gastaria algo em torno de 174 Kcal. De forma simples, a resposta pós-prandial é quanto a glicose do sangue sobe após uma refeição, quanto menor, melhor – explica o fisiologistaTuríbio de Barros.   
De maneira similar, Thop et al reportou que a alternância de levantar-se a cada 30 minutos após ficar sentado resulta em uma resposta glicêmica 11% menor, em comparação à estação de trabalho típica em que os indivíduos passam o tempo todo sentados. Katzmarzyk et al. encontrou uma associação entre o tempo gasto sentado e o aumento do risco de mortalidade.    
Existem diversos mecanismos biológicos através dos quais o tempo gasto em pé pode auxiliar na diminuição de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. Ficar de pé possui impacto metabólico principalmente nocontrole glicêmico e metabolismo de lipoproteínas. 
 Uma pessoa de 70kg gasta 73kcal por hora sentada, contra 173kcal em pé. Levantar-se a cada 30 minutos resulta em uma resposta glicêmica 11% menor comparando a ficar sentado todo o tempo
Em comparação com um dia inteiro sentado,Latouche et al demonstrou incorporados intervalos de atividade física suave induzem a expressão de genes relacionados ao metabolismo de lipídeos e carboidratos e do músculo esquelético. Um dos genes relacionados a atrofia muscular apresenta sua expressão aumentada em indivíduos que permanecem muito tempo sentados.
Além de todos os impactos metabólicos, ficar em pé também está associado com uma redução no ganho de peso modesta, mas consistente com o aumento do gasto energético, como sugerem os dados de Buckley et al.   
A SOLUÇÃO ENTÃO É TRABALHAR EM PÉ?
Como conta a geneticista Lia Kubelka, algumas empresas na área de saúde e tecnologia estão sim testando essa possibilidade, com baias de trabalho altas para deixar o funcionário em pé.  
EuAtleta Sentados Arte3 ficar em pé (Foto: Eu Atleta)
- Desde o ano passado, quando fui a outro congresso em San Diego, alguns pesquisadores estavam trabalhando em pé...parece ser uma nova “moda” nos Estados Unidos – brinca.   
Mas especialistas de outras áreas não concordam com essa solução. Para a ortopedista Ana Paula Simões, passar o dia todo em pé gera sobrecarga nas articulações e sistema vascular, o que pode criar mais problemas do que soluções.
- Ficar em pé não é fazer exercício e pode gerar problemas como trombose, varizes e sobrecarga de joelho, tornozelos e quadris. Depois de um tempo parada na mesma posição a pessoa tende a transferir o peso de uma perna para a outra, o que gera uma báscula no quadril – explica.
A melhor solução parece ser ter baias de trabalho bem ajustadas às medidas dos usuários (VEJA NO QUADRO ABAIXO), e fazer intervalos regulares para caminhadas curtas no ambiente de trabalho.  Além de exercícios de ao menos 30 minutos por dia.
- Um intervalo de três minutos a cada hora de trabalho é suficiente para evitar o encurtamento da musculatura e a rigidez articular, que acontecem em quem passa o dia inteiro sentado. O gasto calórico, no entanto, é baixo, este deve ser melhorado com exercícios de no mínimo 150 minutos por semana – concordam a ortopedista e a geneticista.   
E quando estiver sentado, acerte a postura para evitar problemas musculares e articulares, seguindo as orientações da fisioterapeuta Raquel Castanharo.
EuAtleta Sentados Arte1 postura (Foto: Eu Atleta)

Fontes
1- Buckley JP, Mellor DD, Morris M, Joseph F. Standing-based office work shows encouraging signs of attenuating post-prandial glycaemic excursion. Occup Environ Med. 2014;71:109–11.  
2- Thorp AA, Kingwell BA, Sethi P, Hammond L, Owen N, Dunstan DW. Alternating bouts of sitting and standing attenuates postprandial glucose responses. Med Sci Sports Exerc. 2014;46:2053–61.
3 - Katzmarzyk PT. Standing and mortality in a prospective cohort of Canadian adults. Med Sci Sports Exerc. 2014;46:940–6.
4 - Latouche C, Jowett JB, Carey AL, Bertovic DA, Owen N, Dunstan DW, et al. Effects of breaking up prolonged sitting on skeletal muscle gene expression. J Appl Physiol. 2013;114:453–60.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2015/12/estamos-morrendo-sentados-passar-o-dia-nessa-posicao-e-o-mal-do-seculo.html

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Como melhorar sua capacidade respiratória

Capacidade respiratória: saiba como melhorar a sua (Foto: Shutterstock)
Após alguns minutos de treino, é comum o corredor iniciante começar a se sentir cansado e ofegante. Além de não estar acostumado à atividade física, isso ocorre porque a capacidade respiratória do atleta precisa ainda ser desenvolvida. Com o tempo, a prática irá aperfeiçoar o sistema respiratório, porém algumas dicas podem ajudar a acelerar esse processo.
A respiração deve ser feita inspirando a ar pelo nariz e soltando-o pela boca. Mas, durante a corrida, a necessidade de inspiração do ar é aumentada significativamente, fazendo com que a quantidade de ar que entra pelo nariz possa não ser suficiente para suprir a necessidade do corpo. Nesse caso, o auxílio da inspiração pela boca pode ajudar a aumentar a quantidade de ar inspirado e a suprir essa carência momentânea do corpo.
Um grande erro cometido pelos corredores iniciantes é se preocupar em controlar a respiração já cansado. Se o corpo está pedindo para que você respire muito, o melhor é não tentar controlar essa necessidade. Você deve se concentrar no movimento da corrida e deixar a respiração agir sozinha. Caso esteja muito ofegante, concentre-se na expiração, pois quando você esvazia os pulmões, o corpo irá enchê-lo automaticamente sem precisar do seu esforço.
À medida que o atleta passa a treinar com frequência, seu corpo sofrerá uma série de adaptações. Entre elas, a melhora do sistema respiratório, quando o corpo irá ampliar a capacidade de absorção de oxigênio para suprir as necessidades dos órgãos que estão fazendo parte de exercício. Investir em outras atividades que trabalhem exercícios respiratórios, como natação, pilates e yoga, pode contribuir ainda mais para esse processo.
Agora, se além de aumentar o fôlego, a ideia for melhorar também o aproveitamento da capacidade pulmonar, alguns exercícios respiratórios podem ser bem úteis. Eles irão ajudar o corredor não apenas durante a atividade física, como também no dia a dia, diminuindo a tensão, ansiedade e o estresse.
Segue abaixo três exemplos de exercícios respiratórios:
1) Inspire o ar pelo nariz durante quatro segundos e expire pela boca também durante quatro segundos (10 repetições);
2) Inspire o ar pelo nariz durante quatro segundos, prenda o ar durante quatro segundos e expire pela boca durante quatro segundos (10 repetições);
3) Inspire o ar pelo nariz e expire pela boca de uma forma rápida, por um segundo  (10 repetições).
Atenção, cardiopatas não devem fazer esses exercícios sem acompanhamento médico.
(Fonte: Prof. Jefferson Brasileiro de Souza, bacharel em Educação Física, especialista em Biomecânica, Avaliação Física e Treinamento Desportivo e treinador de corrida, triathlon e ciclismo pela Ztrack Esporte e Saúde)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Você sabe amarrar seus tênis de corrida?

Sabia que um tênis de corrida com cadarço frouxo cria um movimento extra, gerando uma demanda a mais para o corpo. Foto: Shutterstock
A maioria esmagadora dos tênis de corrida tem cadarço, mas nenhum deles vem com um manual de como amarrá-lo. A princípio parece meio óbvio, afinal todos acreditam saber amarrar o próprio tênis. Mas a verdade é que alguns se machucam e nunca percebem que o erro pode estar justamente na amarração.
O cadarço tem como função principal fixar o pé dentro do calçado. Idealmente, um pé bem encaixado não deve escorregar ou ter qualquer parte se deslocando em relação ao calçado. Quando o conjunto estiver bem coeso, podemos dizer que o pé fica mais protegido, como se ele engrossasse com camadas de materiais que amortecem os impactos e, ao mesmo tempo, protegem a pele de eventuais estragos.
Um calçado com cadarço frouxo cria um movimento extra, entre ele e o pé, gerando uma demanda a mais para o corpo, que agora tenta estabilizar não somente os movimentos do pé, mas também o que está por cima dele. É como andar de chinelo sem fixação no tornozelo, onde temos que contrair um pouco mais de músculos da sola do pé para evitarmos que ele escape.
Por outro lado, um cadarço tenso demais comprime nosso pé e pode alterar a função de suas pequenas articulações e de músculos que as protegem. Nesse momento, é importante lembrar que nosso pé possui vários ossos que se articulam entre si. Isto é, ele possui diversos pequenos movimentos, quando pisamos no chão, ao andar e, principalmente, ao correr.
Durante uma corrida, esses pequenos movimentos são mais acentuados, pois existe mais carga sendo colocada nos pés. Se apertarmos demais o cadarço, o espaço para que estes movimentos sejam feitos é reduzido, podendo sobrecarregar outras articulações como tornozelos e joelhos, que tentarão compensar a falta de mobilidade dos pés. Já no caso de cadarços mais soltos, pode ocorrer uma sobrecarga de músculos e articulações do pé pelo excesso de movimentos gerados e uma maior necessidade de tentar controlá-los.
Agora, pensando exclusivamente nos tênis de corrida, reparem que eles possuem uma boa área para colocação do cadarço, permitindo várias voltas. Isso tem um porquê! Serve, justamente, para que o corredor escolha qual a região que ele quer deixar mais firme ou mais frouxa. A região mais baixa aumenta a pressão próxima à base dos dedos; a região média comprime o meio do pé e a região mais alta (aqueles furinhos que muitos ignoram e nem passam o cadarço) conseguem fornecer mais estabilidade à porção inferior do tornozelo.
Por exemplo, pessoas com pés mais instáveis (musculatura profunda dos pés mais fraca) se dão melhor quando apertam mais o cadarço na altura entre a base dos dedos e o meio do pé. Aqueles que possuem histórico de entorses de tornozelo se beneficiam muito com o uso dos orifícios superiores. Boa parte dos corredores prefere deixar a base dos dedos mais livre, pois é uma região muito usada para a impulsão e que recebe muita pressão, sendo necessário um espaço para a mobilidade dos ossos (inclusive é por isso que os tênis de corrida possuem esta região mais alargada em comparação a sapatos sociais ou calçados de passeio).
Apesar de tudo isso, não significa que quem aperta tudo demais (ou de menos) vai necessariamente se machucar. Isso não é verdade, mas certamente aumentam as chances, por exemplo, de alguém que aperta demais os cadarços da região mais baixa do tênis sentir um desconforto embaixo da base do terceiro dedo (o do meio). Ou, uma pessoa que afrouxa demais o tecido sentir uma fadiga de músculos da sola do pé, pois este ficou escorregando dentro do calçado e contraindo-se demais para tentar estabilizá-lo.
Enfim, saber utilizar a pressão ideal para cada segmento pode ajudar bastante no rendimento durante um treino ou prova, bem como prevenir lesões corriqueiras. Por tudo isso, eu sugiro que você invista em um dia para fazer os ajustes necessários, testando novamente as amarras, até encontrar um padrão de fixação dos cadarços (que, infelizmente, pode variar conforme o modelo e a marca) de cada um de seus tênis de corrida. E, no final, tenha a certeza de que o resultado será muito agradável!
Fonte: http://o2porminuto.ativo.com/corrida-de-rua/blogs/voce-sabe-amarrar-seus-tenis-de-corrida/